domingo, 30 de dezembro de 2018

Ubuntu não desliga o PC - Reboot: System Halted

Depois de "apanhar" um pouco para conseguir instalar o meu Xubuntu 18.4 no meu novo PC AMD, tive um outro problema para corrigir, a falha ao executar "poweroff" no PC. Pois, ao pressionar o botão "Desligar" do Xubuntu o sistema era desligado, mas o hardware não. Ficava a mensagem "reboot: system halted" exibida na tela preta, e para desligar totalmente a máquina eu tinha que pressionar o botão físico o segurando por alguns segundos.
Descobri, em novas pesquisas, que eu deveria simplesmente excluir o "acpi=off" do arquivo GRUB do sistema, atualizá-lo e reiniciar a máquina. Depois disso, tanto o comando "halt -p" quanto o "poweroff" funcionaram no Terminal. Assim como o botão de "Desligar" do XFCE.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Dar boot usando Live-CD Linux em placa AMD

Recentemente troquei meu antigo PC Intel por um novo AMD (motherboard MSI A68HM-E33 V2), e precisei formatar meu disco. Pois o Xubuntu, que já estava instalado, não iniciou na nova placa-mãe. Fiz testes com diversas distros Linux e suas versões usando pendrives bootáveis.
Algumas distros de versões anteriores carregaram em Live-CD normalmente e reconheceram todos os drives, enquanto as versões mais atuais não, como no caso do Xubuntu 18.04. Ele abria até a tela onde podemos escolher experimentar ou instalar o Ubuntu, mas logo após selecionar a opção o PC reiniciava.
Ao pesquisar concluí que usar pendrives bootáveis não é uma boa.
Testei um DVD com Xubuntu 16.04, e o modo experimentar carregou normalmente. Mas como eu já queria instalar a versão atual, gravei o Xubuntu 18.04 em um DVD-RW e coloquei para bootar. A princípio também não funcionou. Não passava da tela onde escolhemos experimentar ou instalar.
Pesquisei novamente e descobri que para placas AMD seria necessário pressionar a tecla F6 do teclado ao selecionar experimentar/instalar e marcar os itens "acpi=off" e "nomodeset", para que assim fosse possível carregar o Live-CD e iniciar a instalação. Foi o que funcionou, e a instalação prosseguiu normalmente :)

sábado, 27 de outubro de 2018

Meu curso PHP e os Portables


Neste texto gostaria de compartilhar minha nova experiência com cursos online e o aproveitamento das lacunas de tempo e o uso de softwares portáteis.
Depois de vários meses desempregado, finalmente foi contratado por uma empresa de TI. Com essa oportunidade agora eu posso manter o curso de inglês que eu já fazia e adquirir novos cursos pagos. Antes disso eu procurava aprender as coisas por conta assistindo tutoriais no Youtube e baixando apostilas. Dá para a prender, mas para mim há um sério problema, é difícil consultar os autores do material para esclarecer dúvidas e identificar erros quando tento desenvolver algo sozinho. Esse suporte eu tenho no meu curso de Programação e Web Mobile de uma instituição federal, que felizmente consegui me matricular. Mas o que eu queria mesmo era me especializar em PHP, além de Web Designer, conteúdos que eu estava estudando por Youtube e apostilas gratuitas. Por isso aproveitei a oportunidade e me matriculei recentemente em uma plataforma de cursos online.
Por que cursos online? Bom, por causa da flexibilidade de horário e melhor aproveitamento do tempo. Não tenho que me preocupar com a distância da escola e o tempo que gastaria indo e vindo do curso. Mesmo assim, com toda essa flexibilidade, ainda me sobra pouco tempo em casa para estudar, considerando que já faço o curso de inglês e o de Ionic, saindo para trabalhar às 7h e voltando quase às 20h, além da academia três vezes por semana, entre segunda-feira e sexta-feira. O jeito é aproveitar o máximo sábados, domingos e feriados, sacrificar um poucos os entretenimentos e as confraternizações e torcer para que não ocorram imprevistos que me atrapalhem. Sabendo que isso pode acontecer, busquei saber como aproveitar as lacunas de tempo durante meu horário de trabalho, nos momentos de ociosidade entre um chamado de outro. Pois já trabalho com Informática, então nada mais natural que ampliar meus conhecimentos na área. Apesar disso, não é legal eu encher o computador do meu trabalho com os softwares necessários para os meus estudos, por exemplo o web server para rodar os arquivos de PHP e o gerenciador de banco de dados MySQL. Sem sofrimento e com uma busca relativamente rápida encontrei uma solução portátil para web server, o USBWebServer, e como eu gosto de usar o editor de texto Sublime também busquei e encontrei sua versão portátil. Apenas com isso eu já consigo editar e rodar aplicações PHP com MySQL direto do meu pendrive sem ter que instalar nada no computador do serviço.
Além dos softwares acima, encontrei o Zeal (ideal para colecionar e manter documentações offline) e o LibreOffice (uma suíte de escritório completa).

domingo, 26 de agosto de 2018

A Patologia do Antagonismo Esquerda-Direita

Tomei a liberdade de usar a palavra "patologia" como adjetivo para o antagonismo esquerda-direita, porque essa "gerra civil ideológica" é altamente prejudicial à saúde política e a democracia, tanto quanto a corrupção. Claro que tal antagonismo é histórico e necessário na dinâmica busca por uma civilização mais desenvolvida e socialmente justa. Enquanto esse antagonismo é uma luta entre classes sociais distintas (Ricos vs. Pobres) tudo é bem claro e compreensível. Tem fundamento. O problema é quando o conflito ocorre entre cidadãos da mesma classe social, ou camadas próximas.
Uma "gerra civil ideológica" onde só os pobres e a classe média perdem.
A manifestações que começaram no Brasil a partir de 2013 foram um "segredador de águas", na pior interpretação. Parece que os dicionários foram queimados ou reeditados para inverter significados de palavras como "liberalismo" e "conservadorismo". Daí surgiram movimentos claramente conservadores que se dizem liberais, ao passo que as ideias progressistas passaram a ser vistas como um mal corrosivo e destruidor devido a experiências negativas de governos de esquerda dentro e fora do país.
Certamente temos amigos pessoais e "virtuais" de esquerda e direta, que se gladiam conosco ou com outros ideologicamente. Troca de frases prontas, "papagaiagem", dos dois lados. Piadas, memes, ofensas etc. Temos também amigos que se abstém da política - o que é um problema, pois quem não se interessa pela política continua sendo governado e explorado por quem gosta. 
Esses rótulos que usamos e essas briguinhas, piores que rivalidades entre times de futebol, não são nada produtivos. Precisamos, mais do que nunca, se unir para construir novas ideias. Isso só se faz quando debatemos ideias divergentes sabendo ouvir e compreender o outro lado. O diálogo deve ser aberto. Não precisamos reinventar a roda. As ideias que não funcionam jogamos fora, e as boas práticas nós aproveitamos.
Enquanto as classes humildes se gladiam nas ruas e nas redes sociais ou ricos assistem tudo de camarote confortavelmente, torcendo para que esse conflito continuem. Pois assim é mais fácil para eles, não ter que entrar em campo. Quanto mais os pobres brigam entre si mais fácil é a manipulação. Mais fácil é o acúmulo de fortuna.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A culpa foi dos anos 1990

Creio que nem todos os adultos de hoje, que foram crianças na década de 1990, vivem sem sequelas de uma época de verdadeira bagunça nos meios de comunicação. Mais que sequelas, há uma negação ao amadurecimento. E não digo isso em relação à nostalgia de desenhos animados e games de sucesso. É sobre o conteúdo que passava na TV sem filtros e o apelo da indústria dos brinquedos.
Antes de continuar gostaria de advertir que apesar deste texto ser para todos, está mais para um papo de "menino" para "menino".
Seria hipocrisia minha dizer que eu não tenho saudades da programação da TV quando eu era criança. Porém, reconheço que aquilo era uma verdadeira bagunça, e uma prova de como as ditaduras fizeram mal para o Brasil, inclusive por retardar nossa democracia, nossas discussões éticas e cultura em geral.
As marcas da ditadura mais recente, que terminou na década de 1980, nos faz entender a imaturidade dos anos 1990, com pornochanchadas importadas e filmes de retorcer o estômago na TV aberta durante à tarde. A lista de absurdos é maior. Faça um esforço de memória. Lembra da "Banheira do Gugu"? Em plena tarde de domingo as celebridades usando sungas e biquínis fil dental. Aquilo era o "Xvideos" da garotada. Transmissão ao vivo. E a torcida para que os minúsculos biquínis deixassem aparecer mamilos - e outras coisas talvez - durante as lutas para pegar sabonetes. Claro que a Justiça tinha que proibir. Mas passamos anos desejando a volta da "Banheira" - confesso que tento abandonar o sonho de participar da brincadeira (risos).
Como nós, meninos, somos ridículos.
E a babaquice dos anos 1990 deixou suas marcas nas duas décadas seguintes. Muitos pensam que é caretice discutir sobre bullying, racismo, sexismo, machismo, homossexualismo etc. Que não se pode fazer mais piada. Quando na verdade pode sim, desde que isso não tenha como base o preconceito, o ódio e o pouco caso como que é diferente. Demoramos para ter democracia. Uma democracia que ainda está evoluindo. Precisamos deixar de ser babacas. Precisamos crescer. Se a gente não levar as coisas mais a sério, negar o conhecimento, negar o deixar viver, não entender o "politicamente correto" e querer resolver tudo nada bala, a ditadura vai voltar, e pior. Pode voltar como uma teocracia. Esta sim, é uma baita caretice.

domingo, 29 de julho de 2018

Ritual Satânico na Inauguração de Túnel - (minha humilde opinião)

Meu blog não é penico, mas com certeza vídeos como o "Ritual Satânico na Inauguração de Túnel" deveriam estar no esgoto. E o único motivo para que este seja comentado aqui é a importância de se derrubar essas teorias de conspiração de religiosos fanáticos ou recrutadores de dizimistas.
Com todo respeito que tenho às pessoas sinceramente religiosas, devo dizer que é um absurdo interpretar e acreditar que tal evento de inauguração de um túnel de trem na Suíça seja um ritual satânico. Poderíamos até imaginar que a performance artística teria como propósito "rir" dos crentes das teorias de conspiração. O que claramente não seria o caso devido ao tamanho da importância e seriedade do projeto realizado nessa região da Europa. Além do fato de o país ser em maioria cristão.

Entendo que tanto a ideia de conspiração (das forças do mal) e, até certo nível, brincadeira da produção do evento possam ser tentadoras, pois é muito fácil interpretar vários elementos da performance como profecias bíblicas.
Antes de tudo, sabemos que há um sincretismo de símbolos religiosos durante a manifestação artística, o que não é atoa devido à história da Suíça, sua posição geográfica e diversidade étnica. Até o próprio cristianismo é sincretista. Vários rituais, mitos e figuras pagãos foram incorporados aos cristianismo, outros foram banidos, como forma de oficializar o cristianismo e facilitar o processo de conversão em diferentes partes do planeta. Para tanto, a Bíblia cristã não foi poupada de sofrer inúmeras alterações: textos excluídos e adicionados séculos D.C. Logo os textos proféticos tratam diferentes culturas como sendo algo relacionado ao maligno e seu desejo de governar o mundo. Por isso não há coincidência, piada nem cara de pau dos supostos "conspiradores do Mal". Até mesmo na cultura judaica o sincretismo está presente. Nenhuma religião é original. Adaptando uma frase de Chacrinha, digo: "Nas crenças nada se cria, tudo se copia".
Para finalizar gostaria de falar sobre Satanás. Um dos personagens centrais, que está presente do início ao fim da apresentação, é uma figura semelhante a um bode, que no começo da narração é comparado a Baphomet, mas também é chamado de Satanás e Besta. Sim, o bode ou Baphomet já foi um deus pagão da fertilidade - associado à força criativa da reprodução. Porém, pode se tratar ainda de um animal belo muito comum nos alpes suíços, o Íbex.
Na minha humilde opinião, não há maldade nem anúncio da "Nova Ordem Mundial" nessa performance artística, que particularmente me agradou.
Nós deveríamos nos preocupar com problemas reais, tomar consciência política, social e ambiental. Seguir teorias de conspiração não nos leva a lugar algum.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Fiz minha primeira entrega como Bikeboy

Saudações do terráqueo que gostaria de ser alienígena!
Ontem fiz minha primeira entrega como bikeboy usando o app da Rappi. Apesar de me atrapalhar um pouco no uso do app, gostei muito do trampo e fiquei animado. Já estava disponível para trabalhar logo na segunda-feira desta semana, mas não caiu nenhum pedido enquanto meu app estava ativo. Isso só foi acontecer ontem, pouco depois das dez da manhã.
Sempre quis ter uma forma de ganhar dinheiro usando minha bike, principalmente depois que fiquei desempregado. Pois a bicicleta é ecologicamente correta, não preciso gastar com combustível e ainda faço exercício físico enquanto pedalo. E a Rappi foi a única empresa que me possibilitou usar minha bike como veículo de trabalho, além da flexibilidade de horário e ganho de 100% no valor de frete.
Antes, se eu quisesse trabalhar como bikeboy teria que desenvolver sozinho toda uma logística e ralar muito para divulgar meu tralhado, conseguir clientes e sua confiança. A Uber Eats e a iFood, que já atuavam em Campinas, só permitiam aqui o uso de motocicletas. Quando eu vi o Ad da Rappi no Facebook dizendo que eu podia usar bicicleta e quase não acreditei. Me perguntei: Será? Logo entrei na Play Store e baixei o app Rappi Entregador, e durante a configuração pude escolher a opção "Bicicleta". Meus olhos brilharam. Depois disso ainda faltava participar da palestra da empresa, onde eles explicam tudo sobre o sistema e tiram todas as dúvidas. Foi aí que achei realmente interessante e decidi de vez trabalhar com isso, pelo menos enquanto não arrumo um emprego. Na verdade, para se trabalhar como entregador de app da Rappi é necessário ter registro de MEI (CNPJ). Nada muito burocrático. A partir disso estou apto a exercer a atividade usando o app quando eu quiser, semelhante ao Uber. Quer dizer que posso trabalhar todos os dias, ou em dias de folga caso eu arrume um emprego, aí seria uma forma de ter um renda extra.
Estou animado mas ainda é cedo para concluir uma avaliação, já que a empresa está há pouco tempo em Campinas e esta ainda é minha primeira semana e uma única entrega concluída até agora. Espero que os pedidos aumentem. É mais grana no bolso.